segunda-feira, 12 de julho de 2010

Às vezes só queremos amar. De verdade. Sem ligar para cor, raça, religião, sexo, beleza... Às vezes só queremos ter um abraço, um conselho, um toque.
Só queremos realmente SENTIR o tal amor. Sabe? O tal do amor.
Não o amor que se sente por que a outra pessoa tem peitos enormes... Mas o amor que se sente por estar com uma pessoa que não deixa o assunto morrer, que entende o que você quer dizer. Que te faz pensar e conseqüentemente, você pensa nessa pessoa o dia todo. Amor... É amor! Não sei explicar, mas não é paixão. Amor é querer acordar todos os dias vendo o mesmo rosto, o mesmo sorriso, o mesmo olhar, o mesmo abraço.
Amor é sentir? Amor é viver. Viver cada hora, minuto, segundo... Amor é isso aí, ando sentindo o amor claramente. Ando vivendo o amor intensamente. ISSO.
Amor é ser intenso. Amor é ter medo. Amor é a vida.

sábado, 10 de julho de 2010

Ela era linda. Sorria com os olhos, a pele tão macia, comandava com o corpo e o sorriso... Meu Deus, era simplesmente O sorriso. Saia todos os dias, tirava as melhores fotos, as melhores notas e sempre conseguia atenção. Homens, mulheres, crianças, adultos, idosos... A raça humana a desejava! Mas ela não era feliz. Pode parecer idiota ou até mesmo mentira, mas ela não era.
Seus pais brigavam todos os dias, sua mãe estava doente e seu pai triste. O dinheiro não dava para os três, a luz estava quase sendo cortada e a tv acabo já não funcionava. A menina, tão perfeita aos olhos dos humanos, saia todos os sabados e domingos e bebia vodca com suco, fumava seu Derby, ficava com quem lhe interessasse, homens ou mulheres. E sempre acordava com a sensação de estar perdida.
E estava.
Ela só queria a vida que via nos filmes: Pais sorridentes, um cachorro, amigos de verdade e que o dinheiro aguentasse o mês todo. Mas não tinha nada disso e não podia ajudar a si mesma para ter. Aliás, ela só queria ajudar os pais... Curar a mãe, dar conselhos aos pais e ter aquela vida que tinha aos 7 ou 8 anos de idade... Mas tudo parecia piorar. A cada gole, a cada trago, a cada dia.
Ela gritava por socorro sempre que dormia, mas ninguém a ajudava. Ninguém parecia notar.
Era tão perfeita a ponto de não ter problemas? Queria ter amigos que a ajudassem e que soubessem o que fazer em cada choro reprimido. E não amigos que lhe dessem um copo e um cigarro. Queria amigos e não 'amigos'.
Queria paz e não 'paz'.


Por Acaso - Banda Lipstick